Minha cidade

Prefeitura da Vitória de Santo Antão

Atenção: Os textos e imagens desta página foram extraídos do livro “História da Vitória de Santo Antão” dos autores Pedro Humberto Ferrer de Morais, Maria de Fátima dos Santos Alves e Savana Tavares dos Santos.

A obra foi incluída pela Secretaria de Educação da Vitória no ensino didático da rede municipal para que desde cedo os alunos mantenham contato com a nossa história. 

 

PERFIL DA CIDADE DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO

A cidade da Vitória de Santo Antão, localizada no planalto Borborema, encon­tra-se a 48 km do Recife, a uma altitude média de 157 metros acima do nível do mar. Sua população é esti­mada em 130 mil habitantes.

Seus 372 km2 de área, que se distribuem entre a mata úmida e a mata seca, fazem limites com os se­guintes municípios: ao nor­te, com Glória do Goitá e Chã de Alegria; ao sul, com Escada; ao sudoeste com Primavera; a nordeste com São Lourenço da Mata; ao leste com Moreno e Cabo e ao oeste com Pombos.

As regiões limítrofes à Glória do Goitá e Pombos, próximas ao agreste, apre- sentam-se mais áridas, en­quanto as localizadas ao leste e sul são mais úmidas. Sua topografia apresenta-se irregular, com aspecto on­dulado e montanhoso. Do ponto de vista geológico, todo território municipal, é constituído por rochas cris­talinas da idade pré-cam- briana.

Sua vegetação é do tipo floresta sub-perenifólia ou seja, uma vegetação exu­berante, composta de árvo­res com caules retilíneos, al­tas e detentoras de grande número de folhas sempre verdes, todavia, a ocupação desenfreada destruiu prati­camente sua mata atlântica original, restando, hoje, pe­quenos e reduzidos núcleos.

O município da Vitória de Santo Antão concentra importantes bacias hidro­gráficas da zona da mata do Estado. Seus principais rios são:

Tapacurá: nasce na Serra das Russas, no muni­cípio de Gravatá. É o mais importante afluente do Rio Capibaribe. Corta a área ur­bana da cidade e recebe como afluentes os riachos: Natuba, Ronda, Pacas e Mo­cotó. No verão sua vazante é pequena, agigantando-se no inverno, devido às chu­vas, quando chega a provo­car grandes cheias que cau­sam transtornos e prejuízos à população ribeirinha e às casas comerciais do centro da nossa cidade. Para re­duzir o impacto das cheias o governo construiu no seu leito, próximo ao Mon­te das Tabocas, uma gran­de barragem que serve ain­da para abastecer de água a população da região metro­politana. Atualmente, nos­so principal rio, encontra-se ecologicamente em deplo­rável estado, consequência das inúmeras agressões que ocorrem em todo seu curso. Os que o utilizam fazem do seu leito um depósito de de­jetos de toda ordem;

Pirapama: tem suas cabeceiras no município de Pombos;

Jaboatão: com seus 75 Km., origina-se no enge­nho Pacas.

Ipojuca: não corta o território do município, ser­ve, todavia, de limite com o município de Primavera.

Como era de se espe­rar, por se encontrar incrus­tada na zona da mata, Vi­tória de Santo Antão, tem um clima quente úmido, com temperaturas que os­cilam entre 15° C. e 34°C. Apresenta uma precipitação pluviométrica anual média, de 1.850mm., sendo abril, maio, junho e julho os me­ses mais chuvosos.

Dinâmico polo econô­mico da região, cujo raio de influência se estende a 15 municípios vizinhos, Vitó­ria de Santo Antão tem uma sólida economia baseada na agricultura, na indústria, no comércio e na prestação de serviços.

Sua atividade agrícola baseia-se no cultivo de hor­taliças, de verduras, de tu- berosas (macaxeira, man­dioca e batata doce) e de cana-de-açúcar. A cultu­ra dos produtos horti-frutu- granjeiros, que abastecem Recife e cidades circunvizi­nhas, ocupa três poios prin­cipais: Natuba, Pirituba e Oiteirinho. Já a cultura da cana-de-açúcar localiza-se, sobretudo, nas regiões sul e leste, mais favoráveis, pela umidade, a este tipo de ati­vidade.

No setor industrial, vá­rias fábricas constituem seu polo industrial: o En­garrafamento Pitú, o Gru­po JB, a CIV, a SADIA, Me- talfrio Solutions SA, Elcoma Computadores, MC Bauche- mie Brasil, Kraft Food, Metal Módulos do Nordeste Ltda, Converplast Embalagens do Nordeste Ltda e Isoeste Construtivos Térmicos.

Seu comércio é bastan­te diversificado, apresentan­do ainda às sextas e sába­dos uma grande feira livre, onde os munícipes e visitan­tes encontram diversifica­dos produtos agrícolas e ar­tesanais.

Demonstrando sua pu­jança, Vitória de Santo An­tão tem 6 agências bancá­rias: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômi­ca Federal, Bradesco, San­tander e Itaú.

Mas, é no setor educa­cional que a cidade vem se destacando nos últimos anos, concentrando na atualidade, cinco núcleos de Ensino Su­perior: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), FAINTVISA, FACOL e o INESP.

No nível secundário, des­taque para a IFPE, antiga Escola Agrotécnica Federal e as escolas de preparação de técnicos em Enfermagem. 0 governo estadual mantém em Vitória de Santo Antão 13 estabelecimentos de en­sino médio. A prefeitura tem uma rede de 71 estabeleci­mentos que atendem o en­sino fundamental.

Paralelamente aos edu- candários públicos, há uma grande quantidade de esco­las particulares, que aten­dem satisfatoriamente nos­sas crianças e adolescentes. Destaque para: Colégio Bel. Mário Bezerra da Silva (Apli­cação da FAINTVISA), Colé­gio Nossa Senhora da Gra­ça, Novo Milênio, Potencial, Projeção, Radar, Santo Iná­cio e Diogo de Braga.

No setor cultural seis entidades, entre as públicas e as privadas, preservam, pesquisam e divulgam nos­sa cultura e tradição: Insti­tuto Histórico e Geográfico, Museu do Carnaval, Casa de Cultura Osman Lins, Acade­mia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência, VidArt e Cia. dos Dez.

No setor de assistên­cia pública à saúde, Vitória de Santo Antão está servida pelo Hospital Estadual João Murilo e por 46 estabeleci­mentos de sáude (SUS). Na assistência particular, além de modernas clínicas, apre­senta os hospitais: Santa Maria, APAMI, Hospital Ge­ral e Pronto Socorro.

Comunicação

Nossa progressiva cida­de oferece aos vitorienses, como opções de lazer e de informações, quatro emisso­ras de rádios e um canal de televisão: TV Vitória Canal 58, Vitória FM, Tabocas FM, Atual FM e Cultural AM. Completando o serviço de informação e de divulga­ção temos revistas e jornais: Revista do Instituto Histórico e Geográfico, Revista Total, Jornal a Verdade, O Vitorien­se, órgão oficial do Instituto Histórico, Jornal da Vitória, Gazeta do Estado e o Correio do Interior.

Desportos

Várias quadras e cam­pos, para práticas desporti­vas, espalham-se pela cida­de. Destaque maior para o Estádio Carneirão com ca­pacidade para dez mil es­pectadores, onde nossas duas melhores equipes, Acadêmica Vitória e Vera Cruz, integrantes da Fede­ração Pernambucana de Fu­tebol Profissional, exibem- -se para seus aficionados.

Administração

Como reza a Consti­tuição Federal nosso mu­nicípio é administrado pe­los três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

O Executivo é exercido por um Prefeito e um Vice- -Prefeito.

Fazendo parte da ad­ministração municipal, o Poder Legislativo, assesso­ra, legisla e fiscaliza o Exe­cutivo.

Nossa Câmara de Ve­readores, está composta por onze edis.

O Poder Judiciário, que julga e fiscaliza a aplicação das leis, tem como sede principal, o Fórum Severino Joaquim Krause Gonçalves. A cidade apresenta duas Varas Criminais, três Varas Cíveis, um Juizado Especial Civil e Criminal e uma Vara do Trabalho.

Lazer e Gastronomia

No setor de lazer e de gastronomia, Vitória de Santo Antão oferece várias opções. Bons restaurantes, com variada cozinha típica e regional. Casas de entre­tenimentos, tais como: Ga­mela de Ouro, Golden Gol, Palácio, Roberta Miranda Parque Show etc. Que ofe­recem agradáveis e praze­rosos momentos aos seus frequentadores. Entre os clubes tradicionais con­tinuam em pleno funcio­namento as sedes do “O Leão”, “O Cisne”, o “Pitú em Folia” e a “AABB”.

Como festa popular, re­gistramos o carnaval, a ma­nifestação mais tradicional e estonteante da cidade. Vi­tória de Santo Antão man­tém vivo seu esplendoroso e diversificado carnaval, do qual participam mais de cem agremiações, entre elas “O Camelo”, “O Cisne”, “O Leão”, “A Girafa”, “A Cebola Quen­te” “A Zebra” “O Boi Vitória”, “Taboquinha”, “Urso Branco”, “É Tesão” etc. Outra tradição da cidade são as festas juni­nas com suas fogueiras, fo­gos, comidas típicas, quadri­lhas e forró pé de serra.

Além destes folguedos populares, Vitória de San­to Antão mantém vivos seus tradicionais pátios de fes­ta com rodas gigantes, car­rosséis, barcaças, balanços, trem fantasma etc., que fun­cionam por ocasião das fes­tas religiosas de Santo Antão, Nossa Senhora do Livramen­to, Nossa Senhora Aparecida e São José.

A República das Tabo­cas oferece ainda, aos seus filhos e visitantes, algo inusi­tado para uma cidade do in­terior, um Zoológico. Aliás, somos o único município do interior pernambucano, que tem uma atração de tal por­te. Nosso Zoológico, fonte não só de entretenimento, mas também de informações biológicas, encontra-se no alto do Parque Melo Verçosa.

Religião

Vitória de Santo Antão é uma cidade essencialmen­te religiosa e tradicional­mente cristã, com predomi­nância de católicos romanos e evangélicos. Os católi­cos distribuem-se por vá­rias paróquias: Santo Antão (padroeiro da cidade), Nos­sa Senhora do Livramen­to, Nossa Senhora da Con­ceição Aparecida e São João Batista, Nossa Senhora de Fátima, São José e São Vi­cente de Paula. Entre as ma­nifestações religiosas católi­cas merece destaque a festa de Santo Antão que aconte­ce no dia 17 de janeiro. Nes­ta data comemora-se efusi­vamente o padroeiro com secular procissão que teve início em 1626, com certeza a mais antiga do Brasil.

BATALHA DO MONTE DAS TABOCAS. NATIVISMO E SENTIMENTO DE PÁTRIA

Mais um pequeno tex­to extraído de um impor­tante documento histórico, “História da Guerra de Per­nambuco”, escrito por Dio­go Lopes Santiago, cronis­ta português que viveu em Pernambuco, por ocasião da batalha do Monte das Tabocas:

“O alto Monte que cha­mam de Tabocas, tão afa­mado no tempo presente, como o será no futuro, pela milagrosa vitória alcançada nele, está no sertão e dista do Recife nove léguas para o poente por cuja parte o rega um rio, chamado Ta- pacurá”.

Quadro do artista plástico Barbosa (2001)

Chegaram os soldados, que uns eram da Bahia, ou­tros da terra, os mais prá­ticos naquelas paragens, que o sargento-maior havia mandado buscar o sítio, di­zendo que o tinham acha­do conforme se havia mis­ter, que era um monte alto e empinado, que estava lé­gua e meia de distancia de uma ermida de Santo An­tão para baixo, para a parte do sul, donde está um ta­bocal, quero dizer canavial de canas bravas, que o sar­gento-maior tinha bom co­nhecimento por haver esta­do nele, quando em outro tempo andava com sua tro­pa em campanha, e dizen­do ao governador João Fer­nandes Vieira ser o melhor sítio” (observação: o sar­gento-maior era Antonio Dias Cardoso).

Assumiu a liderança da resistência pernambucana o senhor de engenho, João Fernandes Vieira, aclama­do “governador da liberda­de,” por seus companheiros de luta. Após alguns reve­zes impostos aos invasores, João Fernandes Vieira tor- nou-se o alvo principal dos holandeses que queriam prendê-lo a todo o custo.

Para escapar dos inimi­gos, João Fernandes Vieira, escondia-se no interior, mu­dando sempre de endereço.

 

Em junho de 1645 os holandeses armaram-se e saíram em perseguição ao chefe das nossas tropas. Partindo do Recife, eles in­gressaram por São Louren­ço da Mata, em busca de João Fernandes Vieira, que procurou fugir do inimigo.

Retirando-se mais para o in­terior nossas tropas chega­ram ao Monte das Tabocas, assim chamado, por haver em suas encostas imenso tabocal.

 

Escondido no Monte com seus soldados e refor­çado pelos índios aliados, João Fernandes Vieira, au­xiliado pelo sargento-mor Dias Cardoso, experiente em guerrilhas de embosca­das, traçou um inteligente e perfeito plano de comba­te para enfrentar aos holan­deses.

Na manhã de três de agosto as sentinelas brasi­leiras anunciaram a aproxi­mação das tropas holande­sas que vinham com toda fúria, tendo à frente uma multidão de índios. Viei­ra reuniu seus soldados e a eles se dirigiu com tom re­soluto proferindo fortes pa­lavras: “a sorte da nossa causa depende deste pri­meiro combate”. A causa, era a libertação de Pernam­buco.

Uma hora da tarde do dia 3 de agosto de 1645, ocorreu a grande batalha. Os luso-brasileiros, usan­do a tática de emboscadas, atacavam e se afastavam, fugiam e investiam, atrain­do e empurrando os invaso­res para dentro do tabocal. Resistindo e ludibriando os holandeses, nossos bravos soldados combateram fe­rozmente. Em um segun­do momento eles conse­guiram transpor o tabocal e marcharam em direção ao alto do monte, onde esta­va a força reserva de João Fernandes Vieira. Feroz­mente nossa tropa caiu so­bre o inimigo e após fortes combates, que duraram até ao anoitecer, nossos solda­dos conseguiram derrotar os holandeses que aprovei­taram a escuridão da noite e fugiram apavorados sob torrencial chuva.

Narra a tradição, que durante os fortes comba­tes, surgiram uma senhora com uma criança no braço, tendo ao lado um ancião barbudo com um cajado e eles além de alento, forne­ciam armas aos nossos bra­vos soldados. De acordo com a crença popular, se­riam, Nossa Senhora com o Menino Jesus e Santo An­tão. Essa mística narrativa, que só a fé explica, justifica a frase: “Em Tabocas, o céu e a terra uniram-se para gerar o Brasil”

No outro dia ao ama­nhecer, vendo que o inimi­go havia realmente fugido, nossos bravos heróis, de joe­lhos, agradeceram a Deus e à Virgem de Nazaré, e grita­ram três vezes em alta voz: “Viva a fé de Cristo e a li­berdade. Vitória, vitória, vi­tória”. E logo, o grande che­fe, João Fernandes Vieira, com o chapéu na mão, foi abraçando a todos os capi­tães e soldados, agradecen­do-lhes e louvando-lhes o es­forço e a coragem.

 

Nosso pequeno exérci­to em formação, constituí­do de homens descalços, sem armamentos adequa­dos, lutando com amor, de peito aberto, bateu as bem treinadas e bem armadas tropas holandesas.

A batalha do Monte das Tabocas, foi um marco na campanha da insurreição pernambucana. “Sem Tabo­cas, não haveria Guarara­pes”. Em Tabocas, germinou em nossa gente, o senti­mento nativista e de pátria. Ali, originou-se o embrião do exército brasileiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VITÓRIA DE SANTO ANTÃO, DE FREGUESIA À CIDADE

Vista panorâmica da Vitória de Santo Antão (Segunda metade do século XIX).

 

O acelerado progres­so da Freguesia de Santo Antão da Mata saltava aos olhos de todos, principal­mente do Governador da Província, capitão-general Caetano Pinto de Miranda Montenegro, que recomen­dou ao Príncipe Regente Dom João VI, sua elevação à categoria de vila. Em 27 de julho de 1811, por de­creto real, foi promovida à vila, sendo instalada oficial­mente, no dia 28 de maio de 1812, por ocasião da edificação e inauguração do pelourinho, no pátio da Matriz. Como vila, adquiriu a autodeterminação político administrativa. Foram ins­taladas, a câmara de verea­dores e a comarca e cons­truída uma cadeia. Adquiriu ainda o direito de baixar as leis municipais e cobrar os impostos.

Transcrição do alvará de 27 de julho de 1811:

“Alvará criando em Vi­las as quatro Povoações, Cabo de Santo Agostinho, Santo Antão, Pau do Alho e Limoeiro, na Comarca de Pernambuco”.

“Eu o Príncipe Regente Faço saber aos que este Al­vará lerem: Que sendo-Me presente, em conta que deu o Ouvidor da Comarca de Pernambuco, e informa­ção, que sobre ela Mandei tomar pelo Governador e Capitão General da mesma Capitania, quanto convinha ao Meu Serviço, e aos bens dos povos, o erigir em Vilas algumas das Povoações da­quele continente que pelo aumento de sua popula­ção, e meios de subsistên­cia dos seus habitantes, se faziam merecedores de ob­terem aquela graduação, e privilégios do que resultava aos seus moradores a mais pronta administração da Justiça, e maior segurança interior em se poderem coi­bir melhor os delitos.

Sou servido criar em Vilas as quatro Povoações, Cabo de Santo Agostinho, Santo Antão, Pau do Alho, Limoeiro, cada uma das quais terá Câmara compos­ta de dois Juizes Ordiná­rios, três Vereadores e um Procurador, e elegerá dois Juizes Almotacéis, os quais todos se regularão para a governança das mesmas Vilas pelos Regimentos, e norma prescrita nas Orde­nações e Leis do Reino. O Termo da Vila de Santo An­tão compreenderá os distri­tos das duas Freguezias de Santo Antão e de São José dos Bezerros.

– Registrado na Secre­taria do Desembargo do Paço do Rio de Janeiro, em o livro I dos Decretos, a fo­lhas 110, e publicado pela Imprensa Régia”.

Cidade

A emancipação político-administrativa impulsionou mais ainda o desenvol­vimento da nova vila. No dia 6 de maio de 1843 foi elevada à categoria de ci­dade, pela lei provincial n° 113 sancionada pelo Barão da Boa Vista, então Presi­dente da Província de Per­nambuco. A partir dessa data ficou oficialmente co­nhecida como “Vitória” em homenagem à vitoriosa ba­talha travada contra os ho­landeses no Monte das Ta­bocas.

Lei n. 113 sancionada no dia 6 de maio de 1843, pelo Presidente da Provín­cia, o Barão da Boa Vista.

“Faço saber a todos os seus habitantes que a As­sembléia Legislativa Provin­cial decretou e eu sancionei a lei seguinte:

Artigo único – Fica ele­vada à categoria de cida­de de Santo Antão, com a denominação de Cidade da Victoria, em comemoração da batalha ganha pelos per­nambucanos nas suas ime­diações sobre as forças ho­landesas.

Ficam derrogadas to­das as Leis e disposições em contrário”.

VITÓRIA, CAPITAL DO IMPÉRIO
Entre os dias 18 e 20 de dezembro de 1859 Vitória transformou-se no Paço Im­perial ou seja abrigou nesse período a Família Imperial: o Imperador Dom Pedro II, sua esposa a Imperatriz Dona Teresa Cristina e al­guns cortesãos.

Chegaram ao Recife em navio, de onde seguiram para Vitória. Sua majesta­de o Imperador D. Pedro II viajou a cavalo e a Impera­triz D. Teresa Cristina em di­ligência, como era de costu­me na época.

A notícia da visita do ca­sal Imperial à Vitória mobili­zou a cidade. As autoridades e a sociedade locais empe­nharam-se e uniram-se para um verdadeiro mutirão de limpeza e organização pú­blica. Todos os moradores, além de pintarem suas ca­sas, as mantiveram ilumi­nadas durante as noites em que a Família Imperial aqui permaneceu. Para hospedar a Família Imperial foi prepa­rada a melhor e maior casa no centro da cidade, na an­tiga Rua do Meio, hoje Rua Imperial, onde funciona o

Instituto Histórico e Geográ­fico da Vitória. A casa foi de­corada com móveis de alto nível para que ali se hospe­dasse o casal Imperial.

A comitiva da Família Imperial partiu bem cedo do Recife, às seis horas da ma- tina. Às nove horas, chegou ao engenho Moreno, que fica próximo ao atual Pos­to da Polícia Rodoviária Fe­deral, onde seus membros foram recepcionados pelos proprietários com um lauto almoço. No final da tarde a comitiva real retomou a es­trada a caminho da Vitória.

0 Imperador escreveu um diário de viagem. Em seu diário, Ele descreve al­guns trechos do caminho, chamando-lhe a atenção a ponte sobre o rio na en­trada da cidade: “Itapacurá com uma ponte assaz gran­de e que me pareceu em bom estado sobre o rio do mesmo nome. Pouco depois chegamos à Victoria antiga­mente Santo Antão já noite, e fomos para a casa da Câ­mara, que é térrea e tinha poucas acomodações.”

Por volta das 19 horas e meia, eis que surgiu a co­mitiva de sua Majestade Im­perial. Muitos gritos de “viva ao Imperador” foram ouvi­dos. 0 céu se iluminou com as girândolas, o chão es- trondava com a salva de 21 tiros manipulada por um pe­lotão de artilharia. Muitas e variadas comemorações. O Imperador saudou todo o povo, cumprimentou as autoridades, mas devido à cansativa viagem pediu que adiassem as homenagens para o dia seguinte.

Na manhã do dia 19, às 11 horas, em grandiosa solenidade, o Imperador D. Pedro II recebeu a chave da cidade. Depois da solenida­de o Imperador foi conhecer as igrejas e as escolas, ob­servando o aprendizado dos alunos. Percorreu o comér­cio, visitou prédios públicos etc. Em seguida, deslocou- -se para o Monte das Tabo­cas, ponto e razão principal da sua viagem à Vitória.

O Imperador Dom Pe­dro II ficou satisfeito com a visita à Vitória, apesar de ser uma cidade carente e cheia de problemas. Sua Majestade Imperial, D. Pe­dro II, antes de deixar Vitó­ria, fez algumas doações em dinheiro. Recomendou vá­rias construções, entre elas, a de um açude para o abas­tecimento de água à popu­lação e a reforma da ponte nas proximidades do Enge­nho Bento Velho, para me­lhorar o acesso à cidade, além de destinar uma parte da doação para as escolas. A visita de SS. MM. Pedro II foi um dos acontecimentos mais importantes da história da cidade.

A GUERRA DO PARAGUAI E MARIANA AMÁLIA

A Guerra do Paraguai é um assunto que provoca forte polêmica, pois são vá­rias as versões. Umas de­fendem que o culpado pela guerra foi o presidente do Paraguai Francisco Solano Lopes, considerado um di­tador. Outras acusam a In­glaterra, que usou o Bra­sil, a Argentina e o Uruguai para destruir a economia paraguaia.

O Paraguai, Uruguai e Argentina formam a Re­gião Platina, composta pe­los rios Paraná, Paraguai e Uruguai. Uma região mar­cada por intensa atividade econômica desde o perío­do colonial, sendo por isso bastante cobiçada, inclusi­ve pelo Brasil.

Para o Paraguai, o Rio da Prata significava a úni­ca via para o Atlântico, en­quanto para o Brasil, era o acesso para a província do Mato Grosso.

O Paraguai vivenciava para a época, um relativo desenvolvimento socioeco­nómico, iniciado no gover­no de José Gaspar de Fran­cia e fortalecido por seus sucessores. Na verdade, havia um projeto de cres­cimento econômico para o país. Indústrias, estradas de ferro, redistribuição de terras, e severo combate ao analfabetismo. Precisan­do expandir sua economia, buscava uma saída que lhe possibilitasse o domínio de uma área portuária. Essa pretensão foi determinan­te para as ações agressivas entre os vizinhos.

A Argentina, o Brasil e o Uruguai, influenciados pela Inglaterra formaram a tríplice Aliança desde 1864.

Em 1865, por ordem de Francisco Solano Lo­pez, foi detido o navio bra­sileiro, Marquês de Olinda, em águas paraguaias. Foi a gota d’água que faltava para a declaração de guer­ra.

O combate foi longo e terrivelmente violento. Na batalha de Tuiuti, por exemplo, em 1866, estima- -se que foram mortos 10 mil homens. Quem coman­dou essa batalha foi o ge­neral brasileiro Manoel Luís Osório, substituído por Luís Alves de Lima e Silva – o Duque de Caxias, que por sua vez passou o coman­do ao conde D’Edu, após a conquista de Assunção, ca­pital do Paraguai.

A guerra chegou ao fim com a morte de Solano Lo­pez, o dia Io de Março de 1870. No decorrer da guer­ra, em virtude da necessi­dade de aumentar o efetivo do exército aliado, o gover­no imperial criou o grupo denominado voluntários da pátria. A convocação correu toda a nação.

Em Pernambuco, por iniciativa do presidente da província, o Diário de Per­nambuco publicava uma nota convocando os per­nambucanos à guerra.

Em Vitória foi criada uma comissão para receber as inscrições. Inscrevemos 69. A partida deles, em março de 1865, para o Re­cife, foi marcada por muitas festas. As ruas foram en­feitadas e iluminadas. Até mesmo um arco foi erguido na Rua Imperial para o des­file dos voluntários.

Ao desfile, seguiu-se a celebração da missa na ma­triz de Santo Antão e uma refeição na câmara. Dis­cursos, brindes e vivas ao Brasil e ao Imperador. An­tes de partirem voltaram à Igreja, onde, prostrados beijaram a imagem do pa­droeiro.

Junto aos bravos volun­tários, uma jovem integra­va o batalhão, era Maria­na Amália do Rêgo Barreto, descendente de família ilus­tre, com projeção no meio social e político.

Nascida na cidade da Vitória, em 17 de Janeiro de
1846, filha do capitão Joa­quim Pedro do Rêgo Barre­to, sobrinha do tenente-co­ronel Manuel Joaquim do Rêgo e prima de Francisco do Rêgo Barros- o conde da Boa Vista.

No dia 12 de Setembro de 1865, com apenas 19 anos, apresentou-se com seu irmão Sidrônio Joaquim do Rêgo Barreto ao conse­lheiro Lustosa Paranaguá para se alistar no Batalhão de Voluntários da Pátria. Ele como combatente e ela como enfermeira no hospi­tal de sangue.

No discurso de despedi­da, ela dirigiu aos vitorien- ses as seguintes palavras: “Adeus meus conterrâneos, vou para guerra, sem des­cer de minha dignidade e sem ultrajar minha honra, saberei cumprir as obriga­ções de soldado e enfer­meira. Espero que não me esqueçam jamais”.

A notícia de tão admi­rável abnegação causou grande entusiasmo na cida­de da Vitória, seu berço na­tal.

O presidente da pro­víncia, louvando uma ação tão nobre e humanitária, permitiu a jovem vitorien- se usar o uniforme militar e as insígnias de primeiro ca­dete.

No dia 29 de Abril de 1866, a fragata São Fran­cisco, deixou o Porto do Re­cife em direção ao Rio de Janeiro, conduzindo o pri­meiro contingente de Vo­luntários da Pátria da pro­víncia de Pernambuco.

HECATOMBE

A Hecatombe foi uma peleja ou disputa política ocorrida em nossa cidade no dia 27 de junho de 1880.

No Segundo Império, dois partidos se alternavam no poder, o Partido Liberal e o Partido Conservador. No ano de 1880 era o Partido Liberal que liderava o gover­no do Imperador Dom Pe­dro II.

Em Pernambuco, como era de se esperar, o Gover­no Imperial apoiava o Par­tido Liberal, que estava di­vidido em duas correntes. Uma, seguia a orientação do Governo Central, e era dirigida pela família Sou­sa Leão, sendo seus parti­dários conhecidos como os “liberais leões”; a outra cor­rente não era tão ligada ao Governo Imperial e era co­nhecida por “liberais demo­cratas”.

Na cidade da Vitória as duas fileiras tinham ferre­nhos adeptos, sendo que os democratas eram maioria.

Comandava os “libe- rais-leões” em Vitória, o Juiz Municipal, Dr. Nicolau Rodri­gues da Cunha Lima. Ao lado do Dr. Nicolau Rodrigues congregavam-se alguns proprietários de engenhos: José Francisco Pedroso de Carvalho (engenho Game­leira), Álvares dos Prazeres (engenhos Canha, Barra e Miringabas), Joaquim Pes­soa César da Cunha (enge­nho Jundiá), José Cavalcanti Wanderley (engenho Pom­bal). Além desses senhores de engenhos, alinhavam-se ao grupo, pequenos agricul­tores e alguns poucos elei­tores residentes na cidade.

Os “democratas” conta­vam também com importan­tes membros da sociedade vitoriense, destacando-se entre outros: família Beltrão (engenhos Bento Velho, Ga­lileia e Conceição), Dr. Am­brósio Machado da Cunha Cavalcanti (engenho Arandu
de Baixo), Manoel Cavalcan­ti de Albuquerque (engenho Cachoeirinha), João Cleófas de Lemos Vasconcelos (en­genho Pirapama). Contava ainda com o apoio da maio­ria dos eleitores da cidade.

Dentro desse clima ten­so, aproximava-se a eleição de junho, desta feita para escolher os vereadores e os juízes de paz.

Era a eleição mais im­portante, pois dela depen­dia a liderança política no Município.

Os “liberais-leões” so­licitaram ao Presidente da Província um reforço poli­cial, no que foram atendi­dos, ao mesmo tempo em que armavam os moradores dos engenhos Canha e Ga­meleira.

Vitória era, politicamen­te, um vulcão em ebulição.

No dia 27 de junho, véspera das eleições, os “li­berais democratas” marca­ram uma grande concentra­ção na Praça da Matriz, de onde se deslocariam até ao Pátio dos Currais, localizado no bairro do Livramento.

Temendo a ação dos manifestantes e para impe­dir que eles tivessem aces­so à Igreja do Rosário, onde ocorreriam, no dia seguinte, as eleições, o Dr. Nicolau Ro­drigues, arquitetou um pla­no de defesa do templo. No dia 26, colocou os homens sob seu comando, em pon­tos estratégicos: nas esqui­nas, no pátio da frente e na calçada da igreja. Na reali­dade, sua intenção, não era a de proteger, nem a popu­lação, nem o patrimônio da Igreja do Rosário, mas sim tumultuar o processo eleito­ral.

O Presidente da Pro­víncia foi alertado a tempo, da melindrosa e perigosa si­tuação, entretanto não to­mou nenhuma medida que a amenizasse.

No dia 27, o Dr. Ambró­sio Machado, seguido dos seus partidários e dos seus eleitores, deixou o engenho Arandu de Baixo, a caminho da Vitória.

Próximo à Ladeira de Pedras, incorporou-se ao grupo, o Major Lins, líder do Partido Conservador. Porta­vam flores verdes e amare­las e dois pavilhões impe­riais, ao som de cornetas. Nas proximidades da cida­de foram recepcionados por banda de música e inúme­ros adeptos. Às 16 horas in­gressaram no Pátio da Ma­triz, nele entrando pelo Beco do Rosário.

O Dr. Nicolau e o de­legado estavam em pé, em frente à porta principal do templo, apoiados pela sua tropa. O Dr. Ambrósio apeou-se do cavalo e recla­mou das atitudes parciais e ilegais do delegado. En­quanto Dr. Ambrósio dirigia suas reclamações ao dele­gado, o Senhor Belmino da Silveira, o Barão da Esca­da, montado em seu cavalo censurava o comportamen­to do Juiz Dr. Nicolau.

 

Dois tiros foram dispa­rados, atingindo o Barão da Escada, que caiu mor­to. O Dr. Ambrósio foi tam­bém atingido por dois tiros e uma punhalada nas cos­tas, sendo retirado do local, nos braços de companhei­ros. A multidão se rebelou e tentou invadir a Igreja, mas foram recebidos por fortes rajadas de tiros disparadas das. Mesmo levando nítida desvantagem os ”democratas liberais”, não se deixaram abater. Conseguindo, após forte combate, penetrar na igreja.

Já escurecia e correndo rumores da chegada de reforços em apoio aos opositores, as tropas dos “liberais-leões” abandonaram suas posições e trataram de fugir, procurando salvar suas vidas e escapar das garras da justiça.

Sessando o combate, contaram-se dezesseis mortos e dezenas de feridos. Entre os mortos figuravam: o Barão da Escada, os irmãos José e Pedro Leite dos Santos, José Pedro de Oliveira, Pedro Cavalcante de Albuquerque Sá

(irmão do Major Lins), Alexandre Rodrigues de Luna, todos eles, pessoas importantes do lado oposicionista.

Do lado dos “liberais-leões”, não morreu nenhuma figura de destaque.

 

No dia 28 de junho o fato foi manchete em jornais de todo país e assunto em todos os meios sociais.

A revolta tanto do povo, como de políticos foi geral.

No final do processo, nenhum dos membros da elite canavieira, envolvidos no embate, foi condenado.

Houve uma única condenação e essa caiu sobre um simples homem do povo.

LIGAS CAMPONESAS

O movimento, que se tornou nacionalmente co­nhecido, como Ligas Cam­ponesas, originou-se no en­genho Galileia, em nosso município. Na época, o en­genho congregava 140 fa­mílias de foreiros.

O movimento foi cria­do no dia Io. de janeiro de 1955 e autodenominou-se Sociedade Agrícola e Pe­cuária de Plantadores de Pernambuco (SAPPP).

As Ligas tinham como finalidade, prestar assis­tência jurídica e médi­ca aos seus filiados e des­pertar nos camponeses a consciência dos seus direi­tos. Para defendê-los na Justiça, os representan­tes da SAPPP procuraram Francisco Julião Arruda de Paula, advogado em Reci­fe, que foi posteriormen­te eleito deputado esta­dual e federal. O empenho de Francisco Julião, na As­sembleia Legislativa, asso­ciado aos movimentos rei­vindicatórios das próprias Ligas, levaram o Governa­dor Cid Sampaio a desapro­priar o Engenho Galileia e dividi-lo em partes, desti­nadas às famílias dos forei­ros. O caso repercutiu na­cional e internacionalmente e deu notoriedade aos cam­poneses de Galileia e, ainda

mais, transformou o primei­ro núcleo das Ligas Cam­ponesas no símbolo e na primeira experiência da re­forma agrária no Brasil.

Monumento ao camponês

As Ligas congregavam uma ampla e diversificada categoria de trabalhadores rurais: foreiros, meeiros, ar­rendatários e pequenos pro­prietários, que produziam uma cultura de subsistência e comercializavam os exce­dentes.

Na sua luta de reivindi­cações, as Ligas sofreram in­fluências de ativistas socialistas. Alguns bem intenciona­dos, outros, simplesmente aproveitadores.

No dia 31 de março de 1964, eclodiu o golpe mili­tar, desencadeado pelas Forças Armadas, que ocuparam o poder, demitindo o Presidente João Goulart e fechando o Congresso Nacional. Um forte movimento de repressão e perseguição varreu o País, atingindo a liberdade coletiva e individual. As Ligas Camponesas sofreram imediata inter­venção do exército. Seus líderes foram presos, havendo até casos de torturas. Essa perseguição e repressão, des­truíram o movimento, todavia o senso crítico e as reivindi­cações básicas ficaram impregnados nas mentes dos cam­poneses, que conhecedores dos seus direitos não seriam mais manipulados pelos latifundiários. Não seria exagero afirmar que as ligas camponesas de Galileia serviram de modelo para os atuais movimentos reivindicatórios do ho­mem do campo.

SÍMBOLOS MUNICIPAIS

Símbolo é uma imagem, um objeto ou expressão que representa valores concretos ou abstratos da cultura de uma comunidade. Vitória de Santo Antão tem dois símbolos: a Bandeira e o Hino.

A Bandeira

A Bandeira da Cidade da Vitória de Santo Antão, é um símbolo importante de nossa identidade. Foi idealizada pelo vitoriense Dr. Romero Conolly e aprovada pela Câmara dos Vereadores, através da Lei 1521, em 14 de julho de 1972, no segundo mandato do Pre­feito José Augusto Ferrer.

Simbologia da nossa Bandeira:

  • Os dois leões: A bravura dos pernambucanos;
  • A esfera armilar: Nossa primeira arma;
  • A cruz de malta: A origem portuguesa;
  • O sol: Raios de liberdade;
  • O círculo vermelho: O meridiano imaginário;
  • Os louros: Nossas vitórias;
  • As três armas: Homenagem às três raças que participaram da Batalha das Tabocas
  • 3 de agosto de 1645: Reverência à Batalha do Monte das Tabocas
  • 6 de maio de 1843: Data da elevação à categoria de cidade.
  • O Monte: Local da Batalha.

O Hino

O  Hino da Vitória de Santo Antão é outro símbolo da nossa identidade vitoriense.
Letra: José Teixeira de Albuquerque Música: Amadeu Serina

Vitória o nome teu somente encerra O desejo maior que tem um povo Quando eu ouço teu nome, oh minha terra! Sinto as veias arfando um corpo novo.

Entre as tuas irmãs de maior glória Apareces risonha e sobranceira. Escrevendo um capítulo da história De nossa amada terra brasileira.

No monte das Tabocas deu-te o norte De Fernandes Vieira a grande fama E o feito de Mariana, ingente e forte Atende à voz da Pátria que lhe chama.

Os campos teus floridos azulados Repetem pela aurora e no sol posto O grito de teus filhos denodados Que nos legaram o dia “3 de agosto”.

E os filhos teus cantando noite e dia Bem como outrora os bardos do Tabor, Vão levando braçados de alegria Para enfeitar, Vitória, o teu valor.

E se um dia um rincão pernambucano Precisar do meu sangue em teu favor Darei altivo como um pelicano E destemido como um lutador.